A conta do clima chega mais cedo para as crianças.
No Brasil, mais de 30 milhões de crianças e adolescentes vivem expostos a dois ou mais riscos climáticos ao mesmo tempo, segundo o UNICEF. Só em 2024, 1,17 milhão tiveram as aulas interrompidas por eventos extremos, das enchentes no Rio Grande do Sul à seca na Amazônia.
E o alerta para os próximos meses já foi dado. Segundo a NOAA — agência meteorológica americana — , o El Niño tem mais de 90% de chance de atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão. Ainda assim, o orçamento não acompanha o tamanho do risco.
Em artigo no jornal A Crítica (AM), Carolina Maciel, do Instituto Alana, e Claudia Vidigal, da Fundação Van Leer, apresentam o que a Agenda 227 propõe às candidaturas. A ideia central é tratar a adaptação climática como política de infância.
As propostas incluem:
✅ crianças, adolescentes e gestantes na estratégia nacional de adaptação.
✅ planos de contingência para eventos extremos em todas as redes de ensino.
✅ prioridade de acesso a água tratada e esgoto nos domicílios com crianças pequenas.
Há também um avanço a comemorar. Em 23 de setembro foi sancionado o ECA Ambiental (Lei nº 15.512/2026), que garante com absoluta prioridade o direito de crianças e adolescentes à natureza e a políticas climáticas que as protejam.
Leia o artigo completo no link abaixo e compartilhe com quem vai votar.
https://www.acritica.com/opiniao/artigos/a-conta-do-clima-chega-mais-cedo-para-as-criancas-1.415959
Descrição acessível: card vertical com bordas irregulares em rosa, laranja, amarelo e verde. No alto, à esquerda, fica a etiqueta “A Crítica”; à direita, o selo “Agenda 227 na mídia” em fundo preto; no rodapé, o logotipo da Agenda 227. A foto mostra, à beira de um rio cercado por mata, crianças de uniforme branco e mochila nas costas esperando para embarcar em um barco escolar amarelo. No barco, uma mulher de colete azul e máscara ajuda um aluno de colete salva-vidas laranja. O texto diz: “A conta do clima chega mais cedo para as crianças. Pesquisa de 2024 apontou que, só nas capitais brasileiras, cerca de 370 mil alunos estudam em escolas localizadas em áreas de risco. Foto: Eliton Santos/Semed.”







