Card da Agenda 227 na Mídia sobre crianças e segurança pública, com destaque para artigo no Correio Braziliense

O tema crianças e segurança pública foi o ponto de partida do artigo publicado em 26 de outubro de 2026 no Correio Braziliense por Thaisi Bauer, secretária executiva da Coalizão pela Socioeducação, e Ana Potyara, diretora executiva da Andi – Comunicação e Direitos. As duas integram a Agenda 227 e chamam atenção para uma ausência: em um segundo turno marcado pela segurança pública, a proteção de crianças e adolescentes quase não apareceu nas propostas.

O que os dados dizem sobre a violência contra crianças e adolescentes

Com base no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, o Unicef calcula que quase seis crianças e adolescentes foram vítimas de violência letal por dia em 2025. O Anuário anterior registrou 2.356 mortes violentas intencionais nessa faixa etária em 2024, com armas de fogo presentes em 87,3% das mortes de adolescentes de 12 a 17 anos. Em 19,2% dos casos, as mortes decorreram de ação de agentes do Estado.

O recorte racial é central. Segundo o Instituto Sou da Paz, crianças negras de até 14 anos morrem 3,6 vezes mais por arma de fogo do que as não negras.

Adolescentes não são os principais responsáveis pela violência

As autoras mostram que a narrativa que associa adolescentes à violência não se sustenta nos números. Adolescentes respondem por 4,86% dos homicídios no país, e os homicídios atribuídos a eles caíram 12,6% entre 2024 e 2025. Ainda assim, as únicas propostas para adolescentes nos programas presidenciais trataram de maioridade penal e sistema socioeducativo, segundo análise do Unicef.

Prioridade absoluta: as propostas da Agenda 227 para crianças e segurança pública

Em outubro, a Agenda 227, que reúne mais de 520 organizações da sociedade civil, entregou às candidaturas metas concretas, entre elas:

  • adesão de 100% dos estados ao Sistema Nacional de Proteção até 2028;
  • integração de dados entre assistência social, saúde, educação e segurança pública;
  • escola regular em todas as unidades socioeducativas.

O artigo destaca ainda medidas defendidas por Sou da Paz, Unicef e Fórum Brasileiro de Segurança Pública: controle de armas, protocolos para o uso da força e câmeras corporais.

O que pedem os próprios adolescentes

Na escuta realizada pela Agenda 227 em maio, com 1.288 participantes, cerca de 80% dos adolescentes de 12 a 17 anos citaram segurança e proteção entre os três temas centrais. Para eles, segurança também significa iluminação pública, escola funcionando, lazer e oportunidade.

Um compromisso para os governos de 2027

O Artigo 227 da Constituição determina que crianças e adolescentes sejam colocados a salvo de toda forma de violência, com absoluta prioridade. Garantir que crianças e segurança pública caminhem juntas é tarefa de todos os governantes que tomam posse em 1º de janeiro de 2027.

👉 Leia o artigo completo no Correio Braziliense.


👉 Conheça as metas da Agenda 227 [https://agenda227.org.br/documentos-produzidos-pela-agenda-227/]

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